Família brasileira enfrenta medo em Dubai devido a conflitos no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma família brasileira enfrenta dias de medo e incerteza em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, devido ao agravamento dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã. Desde o início dos confrontos, que começaram em 28 de fevereiro, a família se vê obrigada a se esconder em áreas subterrâneas do prédio onde está hospedada sempre que alertas de possíveis ataques são emitidos.

Os conflitos provocaram o fechamento temporário de aeroportos e o cancelamento de voos na região. Mesmo com a reabertura gradual, as operações aéreas ainda não se normalizaram. A família, que estava em uma viagem pela Itália, planejava passar dez dias em Dubai, mas a situação mudou drasticamente no quarto dia da estadia.

A brasileira, que está em Dubai com o marido e as filhas, relatou que, na noite de 28 de fevereiro, enquanto comemoravam o aniversário de casamento, receberam um alerta no celular orientando que todos deveriam descer imediatamente para o subsolo do prédio. “Descemos imediatamente com as crianças para o lobby. Elas estavam muito assustadas”, contou.

O apartamento da família fica no 54º andar de um prédio próximo ao Burj Khalifa. O alerta, que é emitido com um barulho alto, fez com que a família buscasse abrigo no lobby e, posteriormente, no estacionamento, que também é subterrâneo. “A gente dorme ouvindo aviões de caça e passa o dia escutando explosões”, relatou a mãe.

Desde o início do conflito, a família recebeu entre cinco e seis alertas de risco. O voo de retorno ao Brasil, originalmente marcado para 8 de março, foi cancelado no dia 5 de março e remarcado para 13 de março. Diante da incerteza, decidiram comprar novas passagens para tentar antecipar o retorno.

A família mencionou que há cerca de 15 mil brasileiros em Dubai, mas nem todos desejam retornar. Até o momento, o governo brasileiro tem divulgado apenas orientações gerais para quem está na região, como rotas de saída por países vizinhos e telefones de emergência.

A advogada especialista em Direito do Passageiro Aéreo, Luiza Costa Russo, enfatizou a importância de priorizar a segurança e seguir as orientações das autoridades locais. “É importante procurar a embaixada ou o consulado do seu país para orientações e eventuais operações de repatriação”, afirmou.

Ela explicou que o fechamento do espaço aéreo devido a conflitos é considerado um caso de força maior, o que limita a responsabilidade das companhias aéreas. A retirada de passageiros de áreas de conflito pode depender de operações especiais com apoio de forças armadas.

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