A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros intensificam as buscas por uma família desaparecida há mais de 50 dias na região de Gravataí, no Rio Grande do Sul. As operações se concentram na área rural, após a perícia identificar um sinal do celular de Silvana de Aguiar, de 48 anos, na região, dias após seu desaparecimento em 24 de janeiro.
Um sítio pertencente a um familiar do principal suspeito, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, também está localizado na mesma área. As equipes de busca utilizam cães farejadores, que são mais eficazes em territórios específicos. Os cães possuem uma capacidade olfativa quase 50 vezes maior que a dos seres humanos, permitindo que detectem e diferenciem uma variedade maior de cheiros.
Na sexta-feira, 13 de março, as buscas ocorreram na Vila Anair, em uma residência que seria de um familiar do suspeito. Foram realizados pelo menos quatro locais de busca, incluindo áreas rurais de Cachoeirinha e Gravataí. A polícia apreendeu um telefone celular e um notebook, além de dois veículos que pertencem a familiares do principal suspeito.
Silvana, juntamente com seus pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70 anos, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. As contas bancárias de todos não tiveram movimentação no período, levando a polícia a praticamente descartar a possibilidade de encontrá-los com vida. Silvana é considerada a 20ª vítima de feminicídio no estado em 2026.
“”Nenhuma pessoa ficaria mais de 40 dias fora da sua residência sem fazer movimentações financeiras para subsistir. Não condiz com a realidade”, afirmou o delegado Anderson Spier.”
A principal linha de investigação aponta para feminicídio em relação a Silvana, duplo homicídio em relação aos pais e ocultação de cadáveres. Cristiano Domingues Francisco está preso temporariamente desde 10 de fevereiro.
O advogado Jeverson Barcellos, que representa Cristiano, afirmou que ele mantém “efetiva colaboração com as autoridades” e que irá analisar a decisão de prorrogação da prisão para eventual contestação.
As investigações também levaram a polícia a um sítio da família do PM e a outra propriedade dos Aguiar, além das casas dos desaparecidos e do próprio suspeito. A polícia busca esclarecer a identidade de um carro vermelho que entrou na casa de Silvana no dia do desaparecimento e aguarda resultados de perícias em amostras de sangue encontradas no pátio da residência da vítima.
As buscas continuam, e a polícia espera concluir o inquérito sobre o caso em até 30 dias.


