A família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida há 4 dias em Florianópolis, começou a desconfiar de sua situação após ela não parabenizar a mãe pelo aniversário, que ocorreu na sexta-feira (6). Além disso, mensagens recebidas do celular da corretora apresentavam erros gramaticais, algo incomum para Luciani.
Sem respostas sobre o paradeiro da mulher, os irmãos registraram um boletim de ocorrência na segunda-feira (9). Luciani, de 47 anos e natural de Alegrete, sempre interagia com os familiares em um grupo de mensagens por aplicativo. “Ela, em nenhum momento entrou em contato com a nossa mãe. Estava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque achou estranho”, afirmou Matheus Estivalet Freitas, irmão de Luciani.
Na quinta-feira (12), a Polícia Civil informou que investiga a possibilidade de que um corpo encontrado em um córrego em Major Gercino seja de Luciani. O caso agora é tratado pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) do estado. A delegacia de Pessoas Desaparecidas está colaborando com a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) na investigação, mas não pode fornecer detalhes para não comprometer o andamento do caso.
Uma das mensagens que levantou suspeitas foi uma enviada por Luciani, na qual dizia estar “na correria”. Ao ser questionada sobre seu bem-estar, ela respondeu com textos que incluíam: “Pesso que me respetem e me deixe em paz e deixe eu viver minha vida [sic]”. No mesmo texto, Luciani afirmou que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
Luciani atua principalmente na administração de casas e apartamentos na região da praia do Santinho, uma área turística no Norte da Ilha. O irmão, que reside em Itapema, no Litoral Norte, foi até o apartamento de Luciani e encontrou o local com comida estragada na cozinha e louça suja acumulada na pia, indicando que não havia ninguém no imóvel há dias.

