A Ferrari anunciou o lançamento da Ferrari Luce, seu primeiro modelo 100% elétrico, que será oficialmente apresentado em maio de 2026. O preço inicial será de R$ 3 milhões.
O design do Luce foi liderado por Jonathan Ive, conhecido por seu trabalho no iPhone. O painel de controle e o volante foram projetados com botões manuais, evitando a digitalização excessiva, uma tentativa de agradar os fãs tradicionais da marca.
Apesar do lançamento do modelo elétrico, a Ferrari continuará produzindo veículos a gasolina. O chassi do Luce será feito de alumínio reciclado, visando reduzir vibrações, já que a ausência do som característico dos motores a combustão pode comprometer a experiência de condução.
“Para os fãs, o som de uma Ferrari é como sinfonia”, afirmou Fabio Delatore, professor de sistemas de controle e eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia. O modelo promete potência e torque multiplicados, resultado de mais de uma década de estudos.
A Ferrari também se alinha com as normas da União Europeia, que visa uma redução de 90% nas emissões de gases de efeito estufa até 2040. O empresário e piloto Luiz Razia comentou que a nova geração, preocupada com questões ambientais, pode se interessar pela Ferrari Luce, mas isso pode não ser suficiente para atrair os tradicionais entusiastas da marca.
Concorrentes como a Lamborghini enfrentam desafios semelhantes. O CEO Stephan Winkelmann anunciou a suspensão do projeto do Lamborghini Lanzador, que seria totalmente elétrico, devido à baixa aceitação do público-alvo. A solução híbrida tem sido uma alternativa adotada por marcas como a Bentley, que lançou o Bentley Flying Spur.
Atualmente, existem cerca de 1,4 bilhão de veículos a gasolina, diesel ou álcool em circulação, em comparação com 60 milhões de veículos elétricos, que crescem a uma taxa de 20% ao ano.

