A nova edição do Festival de Curitiba ocorrerá de 30 de março a 12 de abril de 2026, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de artes cênicas da América Latina. O evento é um importante motor econômico e social da capital paranaense.
O festival transforma a cidade em um polo de negócios culturais, movimentando diferentes setores da economia e ampliando o acesso à arte. Durante o evento, Curitiba receberá artistas, produtores e espectadores de várias regiões do país e do exterior, impulsionando atividades que vão da infraestrutura técnica à gastronomia e à hotelaria.
De acordo com a organização, o festival deve gerar cerca de 600 empregos diretos e 1.800 indiretos, além de atrair um público superior a 200 mil pessoas. A gestão municipal considera o evento estratégico para o desenvolvimento da cidade, reforçando a identidade cultural de Curitiba e movimentando a cadeia produtiva da cultura.
O impacto do festival é sentido principalmente em áreas centrais e boêmias, como Batel, Centro Cívico, Água Verde e São Francisco, onde estão concentrados teatros e espaços culturais. Segundo Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), bares e restaurantes registram aumento significativo no movimento durante o evento.
““O setor costuma ter crescimento entre 20% e 30% no fluxo de clientes e no faturamento, impulsionado especialmente pela programação paralela e por eventos que combinam gastronomia e entretenimento”, afirmou Aguayo.”
Para atender à demanda, muitos estabelecimentos ampliam suas equipes com contratações temporárias que podem chegar a 50% a mais de funcionários em noites de maior movimento. Aguayo também destacou que cerca de 70% do público que movimenta o setor é formado por moradores da cidade, mas o festival atrai turistas nacionais e visitantes de países do Mercosul.
Além do impacto no setor de serviços, o festival fortalece a economia criativa e gera novas oportunidades para artistas e produtores culturais. As Rodadas de Conexões reúnem programadores, curadores e profissionais do mercado cultural, criando oportunidades de circulação para espetáculos.
O artista Gustavo Gonçalves, do grupo Ciclistas Bonequeiros, de São Paulo, destacou a importância do festival. Na edição passada, o coletivo participou da Mostra Anima Rua com o espetáculo “Trilogia Circo”, de teatro lambe-lambe, e recebeu um convite para apresentar o espetáculo em Tiradentes, em Minas Gerais.
““A conversa começou em Curitiba e acabou resultando em um convite para apresentar o espetáculo em Tiradentes, com viagem, hospedagem e cachê”, contou o artista.”
O diretor comercial do evento, Dado Borell, afirmou que o festival conecta arte, público e negócios. “O investimento em cultura reverbera em toda a sociedade e transforma Curitiba em um cenário vibrante de oportunidades que conecta talentos locais a grandes redes de mercado”, disse.
A diretora do festival, Fabíula Passini, ressaltou que o impacto vai além do período do evento, fortalecendo uma rede de fornecedores e profissionais que atuam ao longo de todo o ano. “A força do evento está na integração de toda a cadeia produtiva, que beneficia desde o setor de turismo e serviços até os profissionais técnicos especializados”, afirmou.
Este ano, o festival contará com cerca de 435 atrações, reafirmando sua posição como um catalisador de desenvolvimento cultural e econômico. A venda de ingressos já está disponível pelo site e pela bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).
34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$ 00 até R$ 85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller – Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).


