A Justiça de Mato Grosso determinou, na quinta-feira (12), a soltura de um jovem de 22 anos que havia sido preso durante o velório da mãe, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá. Ele era suspeito de sequestrar e agredir o padrasto, Lourival Lucena Pinto Filho, principal suspeito do feminicídio de Gabia Socorro da Silva.
A prisão do jovem foi considerada ilegal, pois ele não estava em situação de flagrante no momento da detenção, ocorrida na terça-feira (10). O outro filho de Gabia, um adolescente de 16 anos, também foi liberado. A juíza da Vara da Infância e Juventude entendeu que a apreensão do menor foi legal, mas decidiu pela sua liberação, pois não havia requisitos para a internação provisória.
O suposto sequestro e agressão ao padrasto teriam ocorrido na madrugada do dia 10. O jovem foi localizado pela Polícia Militar cerca de 20 horas depois, durante o velório da mãe. Na decisão, o juiz destacou que não houve prisão no momento do crime nem perseguição contínua após os fatos, caracterizando a situação como não sendo flagrante.
O juiz também considerou que o adolescente não tinha registros anteriores de atos infracionais, permitindo que ele respondesse ao procedimento em liberdade. Lourival Lucena Pinto Filho, o padrasto, é apontado como principal suspeito do feminicídio de Gabia, que foi encontrada morta com pelo menos três golpes de faca no abdômen.
O filho adolescente foi quem encontrou a mãe morta dentro de casa. Após a descoberta, os três filhos de Gabia foram até a casa do suspeito, onde ele foi agredido. Os jovens o colocaram em uma motocicleta e o levaram do local, e desde então ele não foi mais visto. O pai do suspeito relatou à polícia que ouviu dos jovens a ameaça de que eles matariam o homem.
Durante as investigações, o adolescente foi apreendido e o irmão, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar durante o velório. Ambos são suspeitos de envolvimento no sequestro do padrasto.


