O filho de Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32 anos, foi encontrado cerca de 24 horas após o feminicídio da mãe, ocorrido no bairro Maravilha, em Uberlândia. O menino, de 6 anos, foi encaminhado ao Conselho Tutelar para as providências necessárias.
A informação foi confirmada pela Polícia Civil na tarde desta segunda-feira, 16 de março de 2026. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Marcelo Rodrigues, que fugiu do local levando a criança. A Polícia Militar (PM) informou que, poucas horas após a localização do menino, Marcelo foi preso em flagrante no bairro Tocantins.
A PM foi chamada ao endereço de Ranielly e encontrou a mulher já sem vida. Uma vizinha relatou que a filha da vítima, uma menina de oito anos, pediu ajuda, afirmando que o ex-padrasto estava agredindo a mãe. Ao chegar à residência, a vizinha encontrou Ranielly ferida, com cortes no pescoço, e pediu socorro.
Imagens de câmeras de segurança mostraram que, por volta das 16h30, o suspeito chegou à casa da ex-companheira acompanhado do filho. Ele entrou na residência enquanto a criança permaneceu na calçada. Minutos depois, o homem foi visto agredindo Ranielly, jogando-a no chão e desferindo diversos golpes, tudo presenciado pelo garoto. Em seguida, Marcelo colocou a criança no carro e fugiu.
““Como foram diversos os registros, então nós vimos a importância de acolher essa mulher, de apresentar a ela esse serviço e mostrar que ela não estava sozinha”, disse a sargento da PM, Flávia Cristina Misael.”
O sepultamento de Ranielly ocorrerá nesta segunda-feira, às 16h, no Cemitério Bom Pastor, em Uberlândia. O irmão da vítima informou à PM que o suspeito havia saído da prisão recentemente, onde estava detido por violência doméstica contra Ranielly. O crime aconteceu no momento em que o menino seria devolvido à mãe após passar o fim de semana com o pai.
Uma vizinha também relatou que Ranielly havia mencionado que o ex-companheiro já a havia ameaçado de morte anteriormente. A perícia da Polícia Civil constatou diversos ferimentos no pescoço, rosto e mãos da vítima, e o corpo foi liberado ao Instituto Médico Legal (IML).

