A final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG ocorreu no domingo, 8 de março de 2026, e foi marcada por uma briga generalizada no final da partida. O jogo, realizado em um único dia, terminou com a vitória da Raposa por 1 a 0, com um gol de Kaio Jorge no segundo tempo.
Na súmula da partida, foram registradas 23 expulsões, envolvendo jogadores de ambos os times. O árbitro Matheus Delgado Candançan anotou duas expulsões durante o tempo regulamentar, aos 51 minutos do segundo tempo. O goleiro Everson do Atlético-MG recebeu cartão vermelho direto por derrubar seu adversário e agredi-lo com o joelho no rosto. O jogador mencionado, Christian Roberto, do Cruzeiro, também foi expulso por atingir a cabeça de Everson com a canela, usando força excessiva.
As outras 21 expulsões ocorreram após o término do jogo, todas justificadas pela participação na briga generalizada. Os jogadores expulsos incluem Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge do Cruzeiro, além de Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk do Atlético-MG.
O árbitro também observou que, no momento em que tentava apresentar os cartões vermelhos aos jogadores expulsos, a briga generalizada começou, impossibilitando a realização do protocolo de encerramento da partida. Em função do tumulto e da falta de segurança, a partida foi dada como encerrada.
O número de expulsões registrado é um recorde no futebol brasileiro. Anteriormente, 22 expulsões haviam sido registradas em duas partidas: uma entre Portuguesa e Botafogo no Torneio Rio-São Paulo de 1954 e outra em um amistoso entre Avaí e Figueirense em 1971, conhecido como “Clássico da Vergonha”. O recorde mundial de expulsões ocorreu em uma partida da 5ª divisão argentina em 2011, onde todos os 18 jogadores de cada equipe foram expulsos após uma briga generalizada.

