O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), planeja centrar sua campanha de 2026 em críticas ao alto custo de vida no Brasil. A estratégia envolve destacar os preços dos alimentos, combustíveis e a inflação, responsabilizando as políticas econômicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com informações apuradas por Débora Bergamasco, a abordagem econômica é considerada por aliados de Flávio como uma forma estratégica de atrair eleitores indecisos e expandir seu alcance além da base tradicional de apoiadores da direita. A ideia é que tanto eleitores de direita quanto de esquerda, além dos indecisos, são impactados pelo aumento do custo de vida, tornando o tema um ponto de convergência.
““Girar a metralhadora para a economia, Flávio falar de economia, é visto internamente entre os aliados como uma forma de atrair indecisos e furar a bolha da direita”, afirmou Bergamasco.”
Outro aspecto relevante dessa abordagem é que, ao focar em questões econômicas, Flávio Bolsonaro consegue se apresentar como um candidato mais moderado em comparação ao seu pai, Jair Bolsonaro (PL), deixando em segundo plano debates ideológicos mais polarizantes.
Essa postura se alinha com seu esforço de construir uma imagem mais moderada em relação a posicionamentos anteriores associados à família Bolsonaro. A estratégia de concentrar críticas na economia permite que o pré-candidato evite temas que marcaram campanhas anteriores, como questões comportamentais e pautas de costumes.
Bergamasco observa que essa mudança de foco pode ajudar Flávio a dialogar com um eleitorado mais amplo, especialmente em um cenário onde o debate sobre o custo de vida tende a ganhar ainda mais relevância até as eleições de 2026.


