Aliados do pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, estão considerando adiar o lançamento de seu plano de governo em cerca de três meses. A divulgação estava prevista para o fim de março, mas com a alta de Flávio nas pesquisas, a nova data pode ser em junho.
A estratégia, segundo relatos, visa preservar a fase positiva do pré-candidato, que inclui um empate nas simulações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Interlocutores acreditam que um lançamento antecipado poderia trazer noticiário negativo e prejudicar essa fase.
Parte das propostas que Flávio pretende apresentar inclui novas reformas macroeconômicas e uma remodelação do arcabouço fiscal, temas que podem ser impopulares e suscitar críticas. Aliados afirmam que, apesar de serem necessárias, essas propostas podem gerar desgaste eleitoral.
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem buscado aconselhamento com diversos economistas da gestão Jair Bolsonaro (PL), incluindo o ex-ministro Paulo Guedes, Roberto Campos Neto (ex-presidente do Banco Central), Adolfo Sachsida (ex-secretário de Política Econômica) e Gustavo Montezano (ex-presidente do BNDES).
A economista Daniela Marques, ex-presidente da Caixa e braço direito de Guedes, também tem sido consultada e é considerada um nome potencial para a área econômica em um eventual governo de Flávio a partir de 2027.
Um interlocutor próximo a Flávio afirmou que, neste momento, não há favoritos para a escolha de um “superministro” da Fazenda, e que a decisão dependerá da boa química nas conversas com Flávio.


