Fleury registra lucro de R$ 96,3 milhões no 4º trimestre de 2025

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O grupo de medicina diagnóstica Fleury anunciou nesta quinta-feira (5) um lucro líquido de R$ 96,3 milhões no quarto trimestre de 2025, representando um crescimento de 14,7% em comparação ao mesmo período de 2024.

A companhia também reportou uma receita bruta de R$ 2,2 bilhões, com um aumento de 12,2% ano a ano. A receita de serviços ao consumidor (B2C) cresceu 13,4%, sendo 10,2% em termos orgânicos. Na operação com outras empresas (B2B), a receita subiu 4,1%.

A marca Fleury teve um aumento de 8,6% na receita, enquanto as demais marcas no Estado de São Paulo apresentaram um crescimento de 25,5%, com 12% desse total sendo orgânico. Em Minas Gerais, a receita cresceu 21,3%, sendo 14,4% orgânico, e no Rio de Janeiro, o crescimento foi de 14,1%.

As despesas operacionais e equivalência patrimonial aumentaram 9%, totalizando R$ 275,4 milhões, mas recuaram como percentual da receita líquida para 13,4% no quarto trimestre de 2025, em comparação a 13,7% no mesmo período do ano anterior.

O resultado operacional medido pelo Ebitda somou R$ 455,9 milhões, com uma alta de 12,5% ano a ano, e a margem nessa métrica ficou em 22,1%, comparada a 22% um ano antes. Projeções da LSEG indicavam um Ebitda de R$ 453 milhões.

Nos últimos três meses do ano, a geração de caixa operacional foi de R$ 605,9 milhões, um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior. A presidente-executiva do Fleury, Jeane Tsutsui, destacou que a estratégia para 2026 é manter o crescimento orgânico, sem descartar aquisições, mas com “muita disciplina”.

““Temos sido muito disciplinados na alocação de capital e temos olhado com muito cuidado o retorno sobre o capital investido”, afirmou em entrevista.”

O balanço também mostrou um resultado financeiro negativo de R$ 116,4 milhões, em comparação a um desempenho negativo de R$ 103,6 milhões um ano antes. A companhia observou que houve uma elevação da taxa de juros de 12,25% para 15% entre os períodos.

A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda permaneceu em 1 vez ao final do trimestre. “Nós continuamos mirando baixa alavancagem”, acrescentou o CFO, ressaltando que o patamar atual é considerado adequado pela companhia, dado o nível elevado de juros.

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