A nova Força Municipal, divisão armada da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, começa a atuar nas ruas da cidade neste domingo, 15 de março de 2026. O grupo contará com 600 agentes e focará em áreas com alta incidência de roubos e furtos, conforme análises de manchas criminais realizadas pela prefeitura.
No primeiro dia de operações, os agentes estarão presentes nas proximidades do Jardim de Alah, na Zona Sul, e nas regiões da Rodoviária do Rio, do Terminal Gentileza e da Estação Leopoldina, no Centro da cidade.
A Força Municipal realizará patrulhamento ostensivo com agentes armados, câmeras corporais, monitoramento por GPS e acompanhamento em tempo real pelo Centro de Operações da Prefeitura (COR). O município espera que a nova divisão contribua para liberar policiais militares para outras operações, como ações contra o crime organizado.
A atuação da Força Municipal será baseada em dados sobre locais e horários com maior incidência de crimes, definidos por estudos de manchas criminais. Para organizar o trabalho, a corporação utilizará o Quadro de Missão Dirigida (QMD), que determina o trecho de rua, o horário da operação e a forma de patrulhamento, que pode ser a pé, de moto ou em viatura.
Os 600 guardas municipais que compõem a Força Municipal foram selecionados em um processo interno e passaram por um curso de formação iniciado em 2025, com mais de 500 horas de treinamento, incluindo técnicas de abordagem, defesa pessoal, uso progressivo da força e tiro. A formação foi supervisionada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os agentes poderão atuar em patrulhamento a pé, em motocicletas ou em viaturas, formando duplas ou trios. O patrulhamento a pé será priorizado em áreas com grande circulação de pessoas, enquanto o policiamento em motocicletas será realizado por duas motos com dois agentes em cada uma.
Os agentes utilizarão pistolas calibre 9 mm, além de equipamentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta e dispositivos de condução elétrica. O uso da arma de fogo será permitido apenas em último caso e somente para guardas municipais concursados e servidores efetivos da corporação.
Todos os agentes usarão câmeras corporais durante o patrulhamento, que servirão como instrumento de fiscalização e produção de provas. Cada agente também terá um GPS para monitoramento em tempo real, realizado pelo Centro de Operações e Resiliência (COR) da Prefeitura do Rio.
A Força Municipal terá três bases operacionais: Base Litorânea, Base Norte e Base Oeste, com um total de 22 áreas de atuação definidas com base em estudos sobre a incidência de roubos e furtos.

