As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atacado um “centro de comando” iraniano no bairro de Dahieh, em Beirute, nesta sexta-feira (6). O ataque ocorreu enquanto a guerra continua entre Irã, Israel e os EUA.
As IDF informaram que o alvo incluía um “centro de comando da Força Aérea” do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), além de outros centros de comando utilizados pela marinha, unidade financeira e conselho operacional do Hezbollah.
“Antes do ataque, foram tomadas medidas para mitigar os danos aos civis, incluindo o uso de munição de precisão, vigilância aérea e informações adicionais de inteligência”, disseram as Forças de Defesa de Israel, acrescentando que já atacaram mais de 500 locais desde o início da guerra.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, afirmou que as Forças de Defesa de Israel “não abrirão mão do desarmamento do Hezbollah” entre seus objetivos de guerra.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, pelo menos 217 pessoas morreram e 798 ficaram feridas nos ataques aéreos em curso. A abrangente ordem de evacuação de Israel resultou em mais de 109 mil pessoas em abrigos para deslocados, conforme informações do governo libanês.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.
Após a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, anunciada pela mídia estatal, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã contra ataques retaliatórios, afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

