França aumenta apoio militar ao Líbano e pede redução de tensões

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (5) que a França reforçará seu apoio militar ao Líbano. Ele também pediu uma redução das tensões entre Israel e o Hezbollah.

“Tudo deve ser feito para impedir que este país, tão próximo da França, seja mais uma vez arrastado para a guerra”, afirmou Macron em uma publicação no X. Ele acrescentou que “o Hezbollah deve cessar imediatamente seus disparos contra Israel. Israel deve se abster de qualquer intervenção terrestre ou operação em larga escala em território libanês”.

A França fornecerá ao Líbano veículos blindados de transporte, além de apoio operacional e logístico. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, declarou em entrevista à emissora TF1 que a ajuda foi solicitada pelo presidente libanês, Joseph Aoun.

Na mesma data, as Forças Armadas de Israel informaram que a cidade de Trípoli, no norte do Líbano, foi atacada pela primeira vez nos seis dias de conflito. O ministro das Finanças de extrema-direita de Israel, Bezalel Smotrich, alertou que o sul de Beirute será reduzido a escombros após a ordem de desocupação emitida para vários bairros da capital libanesa.

As tensões no Oriente Médio aumentaram com a recente onda de ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em meio a preocupações sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliações contra países da região que abrigam bases militares norte-americanas.

Após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em ataques aéreos, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã sobre possíveis consequências severas.

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