A França autorizou as Forças Armadas dos Estados Unidos a utilizarem bases francesas durante a guerra no Irã, conforme informou a emissora BFMTV nesta quinta-feira, 5 de março de 2026.
Porta-vozes do Ministério da Defesa da França não comentaram sobre a autorização. O país tem criticado os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O presidente Emmanuel Macron declarou que a operação ocorreu “fora do marco do direito internacional, algo que não podemos aprovar”.
Com a rápida expansão do conflito no Oriente Médio, a França reposicionou suas forças militares, enviando o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e fragatas de escolta para o Mediterrâneo.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã no sábado, 28 de fevereiro, em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após a divulgação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, o ex-presidente Donald Trump ameaçou o Irã, afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Os ataques entre as partes continuam, com Trump afirmando que as agressões contra o Irã vão prosseguir “ininterruptas durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

