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Justiça

Fraude em concurso da PMTO é descoberta por divergências em digitais e assinaturas

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 13:50
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Polícia Civil do Tocantins identificou uma fraude no concurso da Polícia Militar do Estado (PMTO) durante investigações. As discrepâncias nas digitais e assinaturas dos candidatos foram determinantes para a descoberta do esquema.

Segundo a polícia, cinco candidatos teriam pago outras pessoas para realizarem a prova da primeira etapa do concurso. A diferença foi constatada por meio de exames papiloscópicos e grafotécnicos, que mostraram que as digitais e assinaturas não eram compatíveis com os registros de documentos pessoais.

“”Nós confrontamos as digitais que foram colhidas no dia da realização da primeira etapa e também das digitais coletadas na segunda etapa, fazendo a confrontação, a papiloscopia identificou que elas eram divergentes. Também foram confrontadas as assinaturas, que também apresentaram inconsistências. Então a Polícia Civil afirma com muita tranquilidade, baseada em laudos técnicos, que a pessoa que realizou a primeira etapa não é a mesma pessoa que realizou a segunda etapa”, explicou o delegado Claudemir Luiz.”

A operação ocorreu na manhã de quarta-feira (18) em quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás. Foram cumpridos oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão domiciliar. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está colaborando com as investigações e informou que as suspeitas não impactam o concurso como um todo.

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A Polícia Militar do Tocantins destacou que os indícios de irregularidade foram identificados pela Comissão Organizadora do Concurso, que compartilhou as informações com a Polícia Civil. A PMTO afirmou que as suspeitas referem-se a condutas individuais e não comprometem a lisura do certame.

As investigações estão relacionadas à primeira fase do concurso, realizada em 15 de junho de 2025. O delegado informou que não houve vazamento de provas e que cinco candidatos são suspeitos de contratar um grupo criminoso. Três homens, incluindo um agente socioeducativo e um policial rodoviário federal, também são investigados.

O concurso teve mais de 34 mil inscrições e ainda está em andamento, sem divulgação da classificação final ou convocações até o momento.

TAGGED:Claudemir LuizConcurso PúblicofraudeFundação Getúlio VargasinvestigaçõesPolícia MilitarPolícia Militar do TocantinsTocantins
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