A Frigol anunciou que prevê um aumento de 60% na produção de carne bovina em 2026, com base em acordos de prestação de serviços firmados com dois frigoríficos em Rondônia.
O CEO da Frigol, Luciano Pascon, afirmou que a empresa busca reduzir a diferença em relação ao terceiro colocado no mercado brasileiro de carne bovina. A ampliação das vendas para a China, que é o maior importador de carne bovina do Brasil, será um dos pilares dessa estratégia.
A China, que representa quase metade das exportações de carne do Brasil, impôs uma tarifa adicional de 55% para exportações fora de uma cota de pouco mais de 1 milhão de toneladas. Essa situação tem influenciado as decisões no mercado nacional em 2026.
““Foram várias variáveis que nos fizeram ir por esse caminho. Uma delas foi essa (a cota da China), mas não só essa”, disse Pascon.”
Os acordos com a DistriBoi e a RioBeef, que possuem unidades habilitadas para exportar à China, permitirão à Frigol manter o crescimento nos embarques para o país asiático. Pascon destacou que a pecuária de Rondônia é “muito estruturada” e possui um alto índice de produtividade, o que contribui para a expansão no mercado interno.
Os acordos com as duas companhias permitirão que a Frigol aumente os abates de 650 mil cabeças em 2025 para mais de 1 milhão em 2026. A Frigol será responsável pela compra dos animais e pela comercialização dos produtos, enquanto a DistriBoi e a RioBeef realizarão o abate e o processamento.
Pascon também mencionou que a Frigol ficará cerca de 500 mil cabeças/ano abaixo do terceiro colocado, a MBRF, em um mercado que inclui outras grandes empresas como Minerva e JBS. Para suportar esse crescimento, a Frigol planeja emitir um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 250 milhões.
O CEO projeta que a receita da Frigol se aproximará de R$ 7 bilhões em 2026, um aumento em relação ao faturamento bruto de R$ 4,5 bilhões em 2025. Em 2025, as exportações representaram 56% do faturamento da empresa, com a China como principal destino.
““A continuidade da guerra no Oriente Médio não é um fator muito preocupante para exportação de carne bovina do Brasil”, afirmou Pascon.”


