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Justiça

Funcionária indenizada após ser chamada de ‘véia’ no trabalho

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 04:10
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A assistente financeira Clebya Aparecida Ribeiro de Oliveira será indenizada após ser chamada de ‘véia’ no local de trabalho. A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO) em outubro de 2025.

Clebya, de 44 anos, trabalhou em um escritório de contabilidade em Goiânia de abril a outubro de 2024. A juíza Eunice Fernandes de Castro destacou que a funcionária ficou deprimida e chegou a chorar no ambiente de trabalho devido ao tratamento que recebia.

A juíza relatou que, em seu depoimento, Clebya demonstrou grande abalo emocional, afirmando que o tratamento a deixava constrangida. Uma colega de trabalho testemunhou que ela era a única funcionária do setor a ter um apelido.

A gerente de Clebya também fez um comentário pejorativo sobre sua idade, sugerindo que o escritório não deveria contratar ‘gente velha’. A juíza considerou essa situação agravante, afirmando que o comentário legitima e incentiva a prática discriminatória entre os colegas.

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O escritório de contabilidade, representado pelo patrão Humberto Teles Ferreira, recorreu da decisão, mas os desembargadores da 1ª Turma do TRT-GO mantiveram a condenação por unanimidade no final de fevereiro, reduzindo o valor da indenização por danos morais de R$ 3 mil para R$ 1,5 mil.

Além da indenização, Clebya deverá receber aviso prévio indenizado, férias proporcionais e 13º salário, além de uma multa de 40% sobre o total dos depósitos no FGTS.

TAGGED:assédio moralClebya Aparecida Ribeiro de Oliveiradiscriminaçãoescritório de contabilidadeEunice Fernandes de CastroGoiâniaGoiásHumberto Teles FerreiraIndenizaçãoJustiçatrabalhoTribunal Regional do Trabalho de Goiás
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