Milhares de iranianos se reuniram nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, na Praça Enghelab, em Teerã, para os funerais de autoridades da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) e outros mortos em ataques americanos e israelenses.
A cerimônia, que se tornou a maior concentração pública na capital iraniana desde o início da guerra, ocorreu sob fortes medidas de segurança, com proteção das forças especiais. A presença de multidões contrastou com as avenidas vazias nas áreas vizinhas.
Entre os mortos estavam o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Moussavi; o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour; o Ministro da Defesa, Aziz Nassirzadeh; e o assessor de segurança, Ali Shamkhani.
Os caminhões que transportavam os caixões formaram uma procissão pelo centro de Teerã. Um jornalista da AFP observou um pequeno caixão com a fotografia de um bebê de 2 meses, vítima dos ataques.
No meio da multidão, mulheres vestiam chadores pretos e carregavam bandeiras e flores. Adolescentes exibiam fotos de Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia da guerra, e de seu sucessor, Mojtaba Khamenei, ferido no mesmo ataque que matou seu pai, sua mulher e sua mãe.
O Irã também atacou navios no Estreito de Ormuz e declarou que está preparado para uma guerra longa, que poderá “destruir” a economia mundial.

