Fuzileiros Navais apresentam inovações tecnológicas para defesa e auxílio em desastres

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apresentaram nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, inovações tecnológicas para modernizar as forças de defesa do país. A principal novidade é o recém-ativado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, que conta com modelos de quatro hélices equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais.

Esses drones podem ser utilizados para monitorar alvos e localizar vítimas em situações de desastres. Alguns modelos têm capacidade de carregar projetéis para atacar pequenos alvos, enquanto outros, conhecidos como drones de asa fixa ou kamikaze, podem ser lançados com explosivos para destruir alvos maiores.

Durante a apresentação, o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, destacou que o novo esquadrão é fundamental para que o Brasil acompanhe as evoluções tecnológicas das forças de defesa mundial, especialmente em face dos recentes conflitos globais. Ele anunciou que, ainda em março, será inaugurada uma nova escola no Rio de Janeiro para formar militares na operação de drones.

O almirante Chagas ressaltou a importância da Marinha na defesa do litoral brasileiro, que se estende por 7,5 mil quilômetros e abriga uma quantidade significativa de riquezas. Ele mencionou que 95% do petróleo do Brasil é extraído do litoral e que 97% das exportações são transportadas pelo mar. Além disso, destacou que a comunicação no país é majoritariamente realizada por cabos submarinos.

A corporação também recebeu novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e produzidos no Brasil. Esses veículos podem navegar a uma velocidade de até 74 km/h, transportando 13 militares, e são equipados com metralhadoras, radares e câmeras termais. Sua compactação permite atracação em locais com infraestrutura limitada e transporte em aeronaves.

O almirante Carlos Chagas afirmou que as novas tecnologias aumentam a capacidade de resposta dos Fuzileiros em casos de desastres naturais, um trabalho que tem sido realizado com frequência crescente. Ele comparou a logística militar à logística de resposta a desastres, enfatizando a importância dessa semelhança.

Além disso, a corporação apresentou novos armamentos, incluindo o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, que pode atingir alvos a até 70 km de distância, com velocidade de até 1 mil km/h, dificultando a detecção por radares inimigos. Outro míssil, de fabricação nacional, tem alcance de até 3 quilômetros e é guiado a laser, capaz de atingir embarcações e helicópteros, penetrando até 80 centímetros de blindagem.

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