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Comportamento

Gaúcha realiza trilha no Everest após infarto: ‘Viver é diferente de sobreviver’

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de março de 2026 01:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A gaúcha Marina Gabriela Brum Rodrigues, 44 anos, superou um infarto e decidiu trilhar sozinha o monte Everest, alcançando o Campo Base a 5.364 metros de altura.

Em 2023, Marina sofreu um infarto agudo do miocárdio que paralisou 90% do seu coração, necessitando da colocação de três stents e recebendo o diagnóstico de cardiopatia. Após essa experiência, ela decidiu mudar seu estilo de vida.

“”Com tudo que aconteceu comigo, de quase ter morrido, eu tenho uma certeza na vida: todos somos passagens. Todos vão morrer, só que poucos vão viver. Então, mudei meu estilo de vida. É uma decisão: foram muitas noites sem dormir, muitas lágrimas, mas me mostrou que o viver é muito diferente do que o sobreviver”, conta.”

Marina deixou seu emprego como bancária, que lhe proporcionava estabilidade financeira, e buscou na trilha do Campo Base do Everest o início de sua nova vida como guia de turismo.

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“”Eu infartei por causa do estresse e da sobrecarga do trabalho. Começou a me sufocar. Não resisti. Passei mal, infartei e botei três stents no coração”, relembra.”

Ela decidiu enfrentar a montanha mais alta do mundo sozinha, sem falar inglês ou o idioma local, e com poucos recursos financeiros. “Era uma grana, e eu estava no seguro desemprego. Falei: ‘vou chutar o pau da barraca e vou para o Everest sozinha’.”

Após ser convidada para uma expedição só para mulheres no Himlung Himal, Marina partiu para o trekking no Campo Base do Everest. A caminhada de 140 km durou 15 dias e foi repleta de desafios.

“”Eu caí um tombo na trilha e lesionei meu joelho, caminhei machucada, com dor, peguei três dias de chuva… Nenhum dia foi fácil”, diz.”

Durante a jornada, ela enfrentou temperaturas de até 25ºC negativos e encontrou um espaço de introspecção e reflexão. Ao chegar ao Campo Base, Marina sentiu que atingiu um “estado de nirvana”.

“”Eu comecei a conversar com a montanha. Parece que eu expandi dentro do meu corpo, que criei uma bolha fora de mim e não escutei mais nada”, relata.”

Após a descida, Marina compreendeu melhor sua experiência e desejou inspirar outras pessoas com sua história.

“”Quero que outras mulheres possam trabalhar o eu interior como eu pude. Eu não tinha autoestima e hoje sou uma mulher totalmente diferente”, afirma.”

Marina investiu na compra de um terreno em Itati (RS) para abrir um camping e um abrigo de montanhismo, visando receber turistas em busca de aventuras.

“”O Everest se tornou um sonho devido à oportunidade do convite de participar da expedição das mulheres, mas o camping, o morar no interior, é um sonho de muitos e muitos anos atrás”, finaliza.”

TAGGED:aventuraCampo Base do EverestEverestItatiMarina Gabriela Brum RodriguesMulheresRSturismo
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