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Glaucoma pode evoluir sem sintomas e comprometer a visão permanentemente

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O glaucoma é uma doença ocular crônica que pode resultar em perda permanente da visão. Estima-se que milhões de pessoas em todo o mundo convivam com essa condição, que é uma das principais causas de cegueira irreversível.

O problema ocorre devido ao dano progressivo no nervo óptico, que é responsável por transmitir as informações visuais do olho ao cérebro. Quando esse nervo é afetado, a visão pode ser comprometida de forma gradual e definitiva.

Conhecido como o “ladrão silencioso da visão”, o glaucoma preocupa especialistas porque sua evolução costuma ser lenta e sem sintomas nas fases iniciais. Neste Dia Mundial do Glaucoma, celebrado em 12 de março, é importante observar que a perda visual geralmente começa pela visão periférica, podendo passar despercebida por um longo período.

Quando o paciente percebe alguma alteração, o glaucoma pode já estar em estágio avançado. Diversos fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, sendo a pressão intraocular elevada o principal deles. Outros fatores de risco incluem idade acima de 40 anos e histórico familiar, especialmente em casos de parentes próximos.

Condições como miopia ou hipermetropia acentuadas, uso prolongado de corticosteroides e doenças sistêmicas que afetam a circulação ocular, como diabetes, também estão associadas ao glaucoma.

Apesar de ser uma condição potencialmente grave, o glaucoma pode ser controlado quando diagnosticado precocemente. O diagnóstico é realizado por meio de uma avaliação oftalmológica completa, que inclui a medição da pressão intraocular e a análise do nervo óptico.

O tratamento visa evitar a progressão da doença e preservar a visão existente, geralmente iniciando com colírios que ajudam a reduzir a pressão intraocular. Dependendo da evolução, podem ser indicados procedimentos a laser ou cirurgias oftalmológicas.

Embora não haja cura para o glaucoma, o acompanhamento regular e o tratamento adequado permitem controlar a doença e manter a qualidade visual ao longo da vida. Especialistas enfatizam a importância de exames oftalmológicos periódicos, especialmente para grupos de risco, já que a avaliação preventiva é fundamental para identificar a doença antes que ocorram danos irreversíveis à visão.

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