O Governo de Goiás assinou nesta segunda-feira (9) um acordo de cooperação com o Japão para ampliar pesquisas e investimentos na exploração de minerais críticos, focando nos óxidos de terras raras.
O memorando de entendimento foi firmado entre a Organização Japonesa de Segurança em Metais e Energia (Jogmec) e a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic). Segundo o governo estadual, a assinatura fortalece o setor mineral goiano e estimula investimentos em tecnologia e pesquisa voltados ao aproveitamento desses minerais estratégicos.
Os minerais são utilizados na fabricação de ímãs de alta performance, essenciais para diversos equipamentos tecnológicos. “Se nós pegarmos um ímã de alta performance e compararmos o valor do mineral bruto com o valor do produto final, vemos o quanto de valor pode ser agregado se essa cadeia produtiva for desenvolvida aqui em Goiás”, afirmou Adriano da Rocha Lima.
O vice-governador Daniel Vilela destacou que Goiás representa cerca de 25% de toda a produção que poderá ser extraída desse minério, conhecido como terras raras. “Esse acordo permite que Goiás e Japão avancem mais rapidamente por meio de intercâmbio de tecnologia e financiamento de pesquisas”, disse.
As terras raras são minerais utilizados na produção de tecnologias avançadas, como carros elétricos e turbinas eólicas. Segundo Adriano da Rocha Lima, Goiás possui uma das reservas mais relevantes desses minerais no mundo, além de outros minerais críticos como nióbio, cobre e alumínio.
No município de Minaçu, no norte do estado, ocorre a exploração de terras raras em argila iônica. A empresa Serra Verde Pesquisa e Mineração é atualmente a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras: disprósio, térbio, neodímio e praseodímio.
A produção comercial da mineradora em Minaçu começou em 2024 e atualmente emprega cerca de 400 trabalhadores, a maioria moradores da região. De acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China.


