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Política

Governadores do PSD defendem ajuste fiscal e criticam proposta do governo sobre escala 6×1

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 07:35
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Os três pré-candidatos do PSD à Presidência da República, os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), defenderam nesta sexta-feira (6) uma maior responsabilidade fiscal nas contas públicas e criticaram a proposta do governo federal de extinguir a escala de trabalho 6×1. Eles participaram de um evento promovido pela Fundação Espaço Democrático no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista.

No evento, também ocorreram as filiações ao PSD dos deputados estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari e Rogério Nogueira, que deixaram o PSDB; Dirceu Dalben, que estava no Cidadania; e Márcio Nakashima, egresso do PDT. O ato foi conduzido pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) também participou do evento e deve disputar uma vaga de deputada estadual neste ano.

Durante o encontro, os governadores debateram diversos temas, incluindo os programas sociais do governo federal e o fim da escala 6×1, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o ano eleitoral. Ronaldo Caiado e Eduardo Leite criticaram a condução do processo pelo governo, enquanto Ratinho Júnior abordou o impacto da jornada de trabalho entre os jovens, que, segundo ele, estão desalentados com a atual administração.

““É o tema tipicamente petista. Eles não têm orçamento e não mostram qual vai ser a capacidade orçamentária de arcar com isso. Nós precisamos ouvir pessoas capazes, consistentes, reconhecidas de toda essa economia nacional, para nós podermos dizer quais serão as consequências de um populismo como esse”, disse Caiado.”

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Caiado também criticou diretamente Lula, afirmando que desde a primeira campanha presidencial, em 1989, o partido promete acabar com a pobreza no Brasil. Segundo ele, após cerca de 20 anos no poder, o discurso continua sendo repetido todos os anos, sem que a pobreza tenha sido erradicada no país.

Eduardo Leite reconheceu a necessidade de programas sociais para corrigir desigualdades existentes, mas defendeu que o foco das políticas públicas deve estar na promoção da igualdade de oportunidades. Ele destacou que, enquanto o Brasil gastou mais de R$ 400 bilhões com programas sociais, destinou cerca de R$ 1 trilhão ao pagamento de juros no ano passado. Para ele, isso demonstra que a “irresponsabilidade fiscal tem um custo elevado” para toda a sociedade.

““Antes de falar sobre ajustes na carga tributária ou na jornada de trabalho, nós precisamos ganhar produtividade”, afirmou Leite. “Se um país que não tem capacidade produtiva comparável a outros países no mundo ousa dar esse passo de maneira demagógica, a gente vai para um caminho de suicídio econômico.””

Ratinho Júnior comparou a máquina pública atual a “um grande elefante pesado, lento e que come demais”. Ele questionou a necessidade de o Brasil ter 38 ministérios, ressaltando que muitas pessoas não saberiam listar quais são essas pastas ou quem são os ministros que as comandam. “Todo dia, ou quase toda semana, todos os anos, a gente vê aumento de imposto, aumento de imposto e aumento da máquina pública”, disse o governador paranaense.

Durante o evento, os governadores também defenderam privatizações e elogiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, do deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), que alterou a proposição inicial do governo federal.

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