O governo avalia solicitar indenização por danos morais e materiais coletivos contra distribuidoras e postos de combustíveis para conter o aumento do preço do diesel. A Advocacia-Geral da União (AGU) fundamenta a ação na prática de aumentos abusivos, considerados sem justificativa de mercado.
O presidente Lula já acionou a Polícia Federal (PF) para investigar os aumentos, em uma ofensiva para identificar o que o Planalto classifica como movimento especulativo. O receio é que o aumento do preço do combustível possa se transformar em uma crise política que impacte as eleições de 2026.
Além da ação judicial, o governo busca uma solução na área tributária. A proposta apresentada aos governadores sugere a isenção do ICMS na importação de diesel até maio, com a União compensando metade das perdas.
Para os caminhoneiros, o Ministério dos Transportes está preparando um endurecimento na fiscalização do frete. O anúncio, previsto para esta quarta-feira (18), visa garantir o cumprimento do piso mínimo, uma demanda histórica da categoria que o governo tenta atender para reduzir a mobilização.
Uma das justificativas apresentadas pelo governo para o aumento dos preços dos combustíveis é a guerra entre Estados Unidos e Irã, que está afetando a distribuição de petróleo na região.


