O governo federal está tomando medidas para evitar uma crise do diesel em 2026, em meio a uma alta significativa nos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio.
O preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis subiu mais de 11% em uma semana, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã intensificaram o conflito na região, afetando o controle do Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. O barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 110.
A Petrobras, que responde por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil, enfrenta a decisão de repassar o aumento do petróleo ou segurar os preços, o que impacta suas margens de lucro.
Para conter a alta, o governo anunciou um pacote que inclui a isenção de impostos federais e uma subvenção a produtores e importadores de diesel, com previsão de gastar R$ 30 bilhões para reduzir o preço em R$ 0,64 por litro.
O governo também solicitou aos governadores que cortassem os impostos estaduais sobre combustíveis, mas a proposta foi negada. O ICMS representa quase 20% do valor final do diesel.
Uma nova proposta foi apresentada: os estados zerariam o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio, com o governo reembolsando metade do valor não arrecadado, o que custaria R$ 3 bilhões por mês.
A decisão sobre essa proposta será tomada até o dia 28 de março. O diesel é essencial para a logística da economia brasileira e sua alta pode impactar o preço de alimentos e serviços.
““Os aumentos indiretos causados pela alta do diesel podem elevar a inflação em 0,11 ponto percentual em 2026”, afirmou o economista Fábio Romão.”


