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Governo cria Parque Nacional do Albardão com 1 milhão de hectares no Sul do RS

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O governo federal anunciou a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, localizados no município de Santa Vitória do Palmar, no Sul do Rio Grande do Sul. As novas unidades de conservação foram oficialmente estabelecidas por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira, 6 de março de 2026.

Com uma área total superior a 1 milhão de hectares, o Parque Nacional do Albardão se tornará o maior parque marinho do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da proteção da biodiversidade na região. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou:

“”Os ambientes de concheiros, a presença de espécies ameaçadas, sua notável biodiversidade e um patrimônio arqueológico de grande valor passam, finalmente, a receber a proteção compatível à sua relevância. Criar essas unidades mostra que proteger o meio ambiente não é obstáculo, mas solução.””

A soma total da área do Parque Nacional do Albardão e da APA chega a 1.618.488 hectares. A gestão da área ficará a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Albardão abriga ecossistemas marinhos e costeiros, servindo como área de alimentação, reprodução e crescimento para diversas espécies ameaçadas de extinção, incluindo a toninha (Pontoporia blainvillei), tartarugas marinhas, tubarões, raias e aves marinhas migratórias.

A proteção desses habitats é considerada estratégica para reduzir a mortalidade da fauna e assegurar a manutenção de processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos. A APA do Albardão, que possui aproximadamente 56 mil hectares, foi criada para ordenar o uso sustentável do território costeiro, contribuindo para a pesca artesanal e favorecendo o desenvolvimento de atividades como o ecoturismo ao longo da faixa de areia de 250 quilômetros de extensão.

A área do Albardão foi reconhecida como prioritária para conservação em 2004, com o processo formal sendo aberto em 2008 com apoio de universidades e ONGs. Estudos realizados entre 2017 e 2019, seguidos de consultas públicas em 2024, resultaram na formação de um grupo de trabalho pelo ICMBio para tratar da questão. As tratativas deste ano culminaram na configuração final do Parque Nacional do Albardão.

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