O governo estadual de Mato Grosso elevou a proposta de compra do Hospital Santa Casa de Cuiabá para R$ 30 milhões. A decisão ocorreu após uma reunião com credores, que apresentaram uma contraproposta ao valor anterior de R$ 20 milhões.
A venda do hospital é uma medida necessária devido à grave crise financeira enfrentada pela instituição, que acumula dívidas trabalhistas e corre o risco de encerrar suas atividades. A proposta revisada foi encaminhada ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT), que é o órgão responsável pelo leilão do imóvel.
Em janeiro, o hospital recebeu diversas propostas, incluindo uma do Instituto Evangelístico São Marcos, de São Paulo, no valor de R$ 40 milhões. No entanto, essa oferta ainda está 48,8% abaixo do valor mínimo estipulado, que é de R$ 78,2 milhões.
Antes da proposta do governo, o Instituto São Lucas, mantenedor do Hospital Hilda Strenger Ribeiro, também apresentou uma oferta que não atingiu o valor de mercado do imóvel. A prefeitura de Cuiabá também fez uma proposta de R$ 30 milhões, que é 25% menor que a do Instituto Evangelístico São Marcos.
O hospital possui 196 leitos, sendo 70 para home care, 40 para cuidados paliativos, 30 para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20 para Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 36 leitos cirúrgicos.
Em setembro de 2025, a Justiça do Trabalho havia determinado a intimação da comissão de credores da Santa Casa, após o encerramento do prazo para envio de propostas de compra do prédio, que não atraiu interessados. A venda foi determinada pela Justiça do Trabalho para quitar as dívidas trabalhistas acumuladas pela instituição.
O valor mínimo estipulado inicialmente para a alienação do imóvel foi de R$ 54,7 milhões. O prédio da Santa Casa, avaliado originalmente em R$ 78,2 milhões, chegou a ser ofertado por R$ 39,1 milhões pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT).


