O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta quinta-feira (5) que recebeu um pedido dos Estados Unidos para auxiliar na proteção contra drones no Oriente Médio. Em um post na rede social X, Zelensky afirmou que já estava tomando providências para atender à solicitação.
O presidente ucraniano reafirmou a aliança com o governo Donald Trump, destacando que “a Ucrânia apoia os parceiros que ajudam a garantir a nossa segurança e a proteger a vida do nosso povo”. Ele mencionou que o pedido dos EUA se refere a apoio específico na proteção contra os drones ‘shaheds’, de origem iraniana.
“Dei instruções para que fossem providenciados os meios necessários e garantida a presença de especialistas ucranianos que possam assegurar a segurança exigida”, declarou Zelensky.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o presidente americano, Donald Trump, comentou a declaração de Zelensky, afirmando que aceitará ajuda de qualquer país em sua ofensiva contra o Irã. Além disso, Trump pressionou Zelensky a buscar um “acordo” para encerrar o conflito na Ucrânia, afirmando que “Zelensky deve se mover e chegar a um acordo (…) Acho que Putin está disposto a chegar a um acordo”.
O conflito no Oriente Médio, que entrou no sexto dia, tem se intensificado com bombardeios e ataques aéreos. No Líbano, a ofensiva de Israel contra o Hezbollah resultou na morte de três pessoas, elevando o total de mortes no país para 102 desde o início da semana, segundo o governo libanês.
O Azerbaijão relatou que drones iranianos atingiram um aeroporto e uma escola, e um vídeo registrou a explosão de um dos artefatos. O governo azerbaijano convocou o embaixador iraniano após Teerã negar os disparos.
Além disso, mais petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico, totalizando nove embarcações alvejadas desde o início da guerra. Explosões foram registradas em Doha, no Catar, e em Riad, na Arábia Saudita, mas não houve feridos.
O número de mortos na ofensiva dos EUA e de Israel no Irã subiu para 1.230, conforme a mídia estatal iraniana. O funeral do líder supremo Ali Khamenei foi adiado, e seu filho é considerado o principal candidato à sucessão, segundo a Casa Branca.

