O governo federal está tomando medidas para evitar que a volatilidade do preço do petróleo afete o abastecimento e os preços dos combustíveis no Brasil.
Os ministérios da Justiça, Minas e Energia e Fazenda estão conduzindo um mapeamento dos cenários. A pasta de Minas e Energia, liderada por Alexandre Silveira (PSD), intensificou a articulação com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e com agentes de preços e de mercado envolvidos na produção, importação e distribuição de combustíveis.
Uma Sala de Monitoramento do Abastecimento foi criada para acompanhar diariamente o mercado nacional e internacional do setor.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para investigar os aumentos nos preços dos combustíveis em quatro estados e no Distrito Federal. O objetivo é verificar indícios de práticas das distribuidoras que possam prejudicar a livre concorrência.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que sua equipe está acompanhando a situação com cautela para evitar decisões precipitadas. Ele mencionou que diferentes cenários estão sendo elaborados para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa avaliar a melhor solução, similar ao que ocorreu no tarifaço.
A avaliação do governo é que, até o momento, a exposição direta do Brasil ao conflito no Oriente Médio é considerada limitada. O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, especialmente diesel. Contudo, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena.


