O Governo de Goiás lançou, nesta quinta-feira (05/03), em Goiânia, a Operação Mulheres 2026, juntamente com outras ações integradas para o combate à violência doméstica. Durante o evento, o governador Ronaldo Caiado destacou que o feminicídio vai além da segurança pública e exige ações preventivas no âmbito social e educativo.
“É responsabilidade do município, é responsabilidade dos Poderes de Estado e não é uma coisa específica da segurança pública”, afirmou Caiado. Ele convocou uma rede de proteção intersetorial para reduzir esse tipo de crime, alertando que 72% dos feminicídios ocorrem dentro das residências. “Tem que ser responsabilidade de todas as autoridades e também tem que ter o envolvimento da sociedade”, reiterou.
O evento, que antecede o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, contou com a presença de representantes de todas as forças de segurança do Estado. A Operação Mulheres 2026 intensifica ações de combate à violência doméstica e foi lançada simultaneamente com outras três frentes: Operação Marias, projeto Laço Seguro e Sentinela Violeta, uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) pioneira no Brasil para monitoramento de violência doméstica.
“Violência contra a mulher não se enfrenta com a ação isolada, se enfrenta com o sistema inteiro trabalhando do mesmo lado, o lado da vítima”, endossou a coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado. Ela ressaltou que proteger as mulheres não é apenas uma questão de segurança pública, mas uma política que deve envolver justiça, assistência social, oportunidade e autonomia.
O vice-governador Daniel Vilela enfatizou que as iniciativas são parte de uma política permanente. “Goiás não fica parado esperando que se crie uma solução para todo o país”, declarou. Ele também destacou que todos os criminosos denunciados em 2025 estão presos, evidenciando a atuação efetiva do governo.
A força-tarefa inclui o cumprimento de mandados de prisão relacionados a crimes de violência de gênero, prisões em flagrante, fiscalização de Medidas Protetivas de Urgência, visitas preventivas a vítimas e campanhas educativas. A operação terá uma fase complementar entre os dias 06 e 31 de março.
“É um mês emblemático e nós não estamos inertes. Vamos continuar trabalhando de forma firme, essa é uma causa nacional”, afirmou o titular da Secretaria de Segurança Pública, Renato Brum.
A Sentinela Violeta, lançada na solenidade, é um ecossistema de inteligência artificial que analisa dados sobre ocorrências, vítimas e agressores, produzindo indicadores confiáveis e identificando padrões de violência. “É um programa com inteligência artificial que vai nos trazer todo o mapeamento”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga.
A Operação Marias é voltada para o cumprimento de medidas cautelares de prisão e busca e apreensão contra autores de violência doméstica. O projeto Laço Seguro leva palestras educativas itinerantes para fortalecer a rede de proteção de vítimas.

