Portugal alterou suas políticas de imigração, tornando a entrada no país mais restrita. Apesar da necessidade de trabalhadores, as novas regras afetam principalmente brasileiros que viam o país como uma opção rápida para regularização.
Segundo o advogado Wilson Bicalho, especialista em consultoria sobre imigração, a mudança ocorreu após as eleições que levaram o Parlamento a uma postura mais conservadora.
““Mudou significativamente a postura do governo em relação à imigração (…) a Assembleia da República agora ela está um pouco mais à direita e passaram a ter então um posicionamento mais duro quanto a entrada e permanência de imigrantes em Portugal”,”
afirmou.
Uma das principais alterações é o fim da “manifestação de interesse”, que permitia a muitos brasileiros entrarem como turistas e buscarem regularização posteriormente.
““Venha para Portugal, venha como turista e depois a gente resolve essa situação aqui (…) é o pior conselho que alguém pode dar e que alguém pode ouvir do outro lado”,”
alertou Bicalho, acrescentando que mecanismos que permitiam a legalização dessa forma deixaram de existir.
Outra proposta em discussão aumenta o risco para imigrantes em situação irregular. O governo considera acabar com a notificação para abandono voluntário, o que tornaria a deportação mais rápida.
““A pessoa que é pega em situação de ilegalidade, ela poderia ser deportada de forma mais imediata”,”
explicou o especialista, indicando que o sistema se tornaria mais rígido, semelhante ao de outros países.
Apesar do endurecimento das regras, Portugal ainda demanda mão de obra. O governo busca organizar melhor a entrada de trabalhadores.
““Portugal precisa de mão de obra, Portugal precisa de pessoas para trabalhar (…) mas cada um desses caminhos possui um visto específico”,”
disse Bicalho, ressaltando que existem oportunidades, mas que exigem documentação correta antes da viagem.
O advogado enfatizou que improvisar agora é mais arriscado.
““As regras de entrada ficaram mais severas. As pessoas precisam ter um conhecimento maior e precisam se preparar melhor para entrar no país”,”
afirmou. Para quem deseja morar em Portugal, a decisão ainda é viável, mas requer planejamento e escolha do visto adequado, sem atalhos.

