O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu na sexta-feira (13) a situação de emergência em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, devido às fortes chuvas que provocaram alagamentos e interditaram estradas na região.
Além de Peixoto de Azevedo, outras 29 cidades em todo o país também tiveram a situação reconhecida. Com essa declaração, a prefeitura poderá solicitar recursos do governo federal para ações de defesa civil, incluindo a compra de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza e itens de higiene pessoal.
No decreto de situação de emergência publicado na segunda-feira (2), a gestão municipal destacou os prejuízos causados pelas chuvas.
“”As fortes chuvas estão causando a destruição de estradas, pontes e bueiros, provocando alagamentos, e, por consequência, obstruindo as rodovias municipais devido a atoleiros, deslizamentos, interditando estradas municipais em função da grande quantidade de lama e água, causando sérios transtornos””
, diz o documento.
Vídeos feitos por moradores mostram a água invadindo trechos do acostamento da BR-163 no município. A situação de emergência em Peixoto de Azevedo é comparável à de 2005, segundo relatos de moradores. Um incidente notável ocorreu quando uma carreta tombou enquanto transportava adubo, faltando apenas seis quilômetros para chegar ao destino.
A região afetada está na divisa entre Peixoto e Matupá, que também decretou situação de emergência em fevereiro, após uma tempestade que causou enchentes em mais de 20 casas. O volume de água acima do normal resultou na interdição de algumas estradas de terra ao redor da rodovia, dificultando o deslocamento de moradores e o escoamento da produção agrícola.
O vereador Oldair Dallazen (PRD) afirmou que a situação é crítica.
““Praticamente 80% das estradas estão interditadas. A perda de soja é grande porque os produtores não estão conseguindo colher. As estradas estão intransitáveis, e as carretas acabam atolando””
, declarou.
Ele também mencionou que não há previsão para a normalização completa do tráfego, mas as equipes das secretarias municipais de Obras e de Transporte estão trabalhando para minimizar os impactos e restabelecer o acesso nas áreas afetadas.


