O Governo de São Paulo iniciou uma intervenção em Guaratinguetá para conter um processo erosivo no sistema de pôlder do Ribeirão Guaratinguetá. A ação foi motivada por um evento hidrológico recente que causou erosão na margem direita do curso d’água.
A equipe técnica da SP Águas, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), foi acionada devido ao risco de agravamento da erosão, que poderia comprometer a estrutura de contenção responsável pela proteção de áreas urbanas no bairro Jardim Rony. Além disso, equipes de resposta, incluindo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e a Prefeitura de Guaratinguetá, foram mobilizadas.
A administração municipal já havia iniciado uma contenção provisória em um dos pontos críticos. Os trabalhos foram posteriormente conduzidos pela empresa responsável pelos serviços da SP Águas, no âmbito do programa Rios Vivos, com o apoio da Prefeitura.
Um enrocamento, que é uma proteção com pedras, foi implantado ao longo de aproximadamente 150 metros na margem direita do Ribeirão Guaratinguetá. O objetivo é estabilizar o talude, conter a erosão e preservar a segurança hidráulica das áreas protegidas pelo sistema de pôlder.
““A rapidez e a precisão na intervenção foram fundamentais para garantir a segurança da população e a integridade do sistema de proteção. Estamos comprometidos em agir sempre de forma preventiva e emergencial, quando necessário, para proteger vidas e apoiar as prefeituras”, afirmou Natália Resende.”
Além da intervenção emergencial, já está prevista uma obra estrutural para a recomposição do sistema de pôlder que protege o bairro Jardim Rony. O projeto, que estava em estudo, prevê a recuperação da estrutura com o uso de gabiões para reforçar a contenção das margens e aumentar a estabilidade hidráulica da área.
Atualmente, a atuação consiste na execução do enrocamento com pedras para conter a erosão. O projeto de recomposição do pôlder passará por revisão técnica ao longo deste semestre, com previsão de início das obras no segundo semestre. A intervenção definitiva deverá reforçar o sistema e oferecer uma solução estrutural de longo prazo para a região.
A intervenção foi motivada pelo grande volume de chuvas na região. Dados de estações meteorológicas indicam que o acumulado pluviométrico superou 200 mm na estação UHE Funil e atingiu 148 mm na estação Parque Santa Luzia em menos de 24 horas. As fortes chuvas elevaram as vazões do Ribeirão Guaratinguetá, causando erosão acentuada na margem direita do curso d’água, no trecho que corta o bairro Jardim Rony.
A instabilidade do terreno representava risco à integridade do sistema de proteção contra cheias e às residências nas áreas adjacentes. A intervenção permitiu restabelecer a estabilidade do talude no trecho afetado, garantindo a continuidade do funcionamento do sistema de pôlder.
Guaratinguetá também conta com investimentos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), totalizando R$ 4,08 milhões para projetos de saneamento básico, capacitação, proteção e qualidade das águas e gestão de recursos hídricos. Um dos destaques é a elaboração do Plano Diretor de Macrodrenagem de 12 bacias hidrográficas do município, com investimento de R$ 380,8 mil.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo mantém equipes em Guaratinguetá e Potim para apoiar as famílias afetadas pelas chuvas no Vale do Paraíba. Em Guaratinguetá, os agentes atuam em conjunto com equipes municipais, vistoriando bairros e acompanhando a situação da população. Para Potim, a Defesa Civil disponibilizará 60 kits de limpeza, 60 cestas básicas e outros itens, enquanto Guaratinguetá receberá 50 kits de limpeza e 50 cestas básicas.


