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GPA anuncia acordo com credores e reestruturação de R$ 4,5 bilhões

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O GPA, responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar, anunciou um acordo com seus principais credores para a apresentação de um plano de recuperação extrajudicial. A reestruturação envolve uma dívida de R$ 4,5 bilhões.

Com 728 unidades, segundo relatório do 4º trimestre de 2025, o GPA possui lojas das marcas Minuto Pão de Açúcar (221), Pão de Açúcar (187), Extra Mercado (164) e Mini Extra (155), além de uma loja em conversão. Especialistas acreditam que o fechamento de lojas é uma possibilidade neste momento.

A CEO da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi, afirma que o fechamento de lojas com operações menos rentáveis pode ser um dos caminhos a serem seguidos. Ela destaca que, se houver fechamento, serão as lojas que não farão parte do modelo estratégico futuro do grupo.

““Se tiver algum fechamento de lojas, serão as que não farão parte do modelo estratégico futuro. Esse, na verdade, é o ponto mais importante do grupo: entender como o grupo vai se posicionar estrategicamente”, explica.”

Tozzi também ressalta que a reestruturação de dívida deve ser financeiramente suficiente para evitar o fechamento de lojas. Ela menciona três cenários possíveis: uma reestruturação bem-sucedida, fechamento de lojas para redução de despesas, ou a migração para uma recuperação judicial.

O GPA informou ao mercado que as operações não devem ser impactadas. A companhia afirmou que o processo foi estruturado para preservar a operação de suas lojas, que continuarão funcionando normalmente.

““A Companhia esclarece que o processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente”, afirmou o GPA.”

Arthur Horta, sócio da Link Investimentos, acredita que o Pão de Açúcar deve fechar lojas ineficientes e vender ativos fora do estado de São Paulo para reduzir o endividamento.

““Então a diretoria vai trabalhar para identificar quais lojas estão ineficientes e provavelmente elas serão fechadas”, sinaliza o analista.”

A advogada especialista em Direito Empresarial, Daniela Correa, aponta que o fechamento de lojas pode resultar em cortes de gastos e desemprego. Ela destaca que, embora a GPA não feche lojas automaticamente, existe um estudo cuidadoso por trás de qualquer movimento desse tipo.

““A operação ela continua, não é porque uma empresa entrou com pedido de repressão judicial que vai começar a fechar loja no país inteiro, não é assim que funciona”, finaliza a advogada.”

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