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Economia

GPA e Raízen são retirados do Ibovespa após recuperação extrajudicial

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 18:54
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O GPA (Grupo Pão de Açúcar) e a Raízen foram retirados do Ibovespa e de outros índices da B3 nesta segunda-feira, 16 de março de 2026. A exclusão ocorreu após as companhias anunciarem processos de recuperação extrajudicial.

O GPA comunicou seu acordo com credores na terça-feira, 10 de março, enquanto a Raízen fez o mesmo na quarta-feira, 11 de março. A B3 confirmou que a retirada dos papéis seguiu os termos do Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da bolsa brasileira.

No caso do GPA, os papéis passaram a ser negociados sob o título de “Recuperação Extrajudicial” a partir do dia 11. Os papéis da Raízen foram classificados da mesma forma no dia 12. A exclusão dos índices ocorreu ao preço de fechamento após o encerramento do pregão regular das datas mencionadas.

A carteira teórica do Ibovespa agora conta com 83 ativos. O processo de recuperação extrajudicial é menos abrangente que a recuperação judicial tradicional, focando em classes específicas de dívidas e com menor envolvimento da justiça.

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Nos últimos 20 anos, foram registrados 288 casos de recuperação extrajudicial, com um recorde de 78 processos em 2025. Este ano, já são sete casos, incluindo GPA e Raízen, que figuram entre as dez maiores recuperações extrajudiciais da história.

O plano do GPA abrange obrigações de pagamento sem garantia, totalizando aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Segundo a empresa, obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, assim como obrigações trabalhistas, não serão afetadas. O acordo foi autorizado de forma unânime pelo conselho de administração.

Em relação à Raízen, o plano envolve a renegociação de cerca de R$ 65,1 bilhões em obrigações, podendo a dívida total da companhia chegar a R$ 98,63 bilhões. A proposta foi apresentada de forma consensual com os principais credores financeiros, com mais de 47% das dívidas já aderindo ao plano.

Após a recuperação, a Raízen terá um standstill de 90 dias, suspendendo temporariamente o pagamento de juros. O plano pode incluir a conversão de parte das dívidas em participação acionária ou a substituição por novas dívidas, além de prever a possibilidade de capitalização do grupo por acionistas e reorganizações societárias.

TAGGED:B3bolsa brasileiraCVMGPAGPA (Grupo Pão de Açúcar)MercadoOBRERaízen
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