As cotações futuras dos grãos encerraram a sessão desta segunda-feira (09) com quedas na Bolsa de Chicago. Os preços recuaram após uma rodada de vendas técnicas e pela informação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra com o Irã está praticamente finalizada.
A Agrinvest destacou que os preços também foram impactados por rumores de que o G7 poderia liberar reservas estratégicas. Mesmo sem uma decisão oficial, essa possibilidade foi suficiente para afetar os grãos. Durante a sessão, os preços futuros chegaram a operar com máximas nos principais contratos, impulsionados pela alta dos preços do petróleo bruto e pelo temor em relação ao impacto da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
O mercado de energia enfrenta um período de forte turbulência, com a oferta sendo reduzida pela guerra, dificuldades logísticas e um aumento significativo nos preços do frete, conforme informações da Royal Rural. Os impactos do conflito tendem a variar entre os mercados de fertilizantes e de commodities agrícolas. Enquanto os fertilizantes enfrentam risco direto de restrição de oferta, os mercados de grãos e oleaginosas continuam abastecidos, limitando altas sustentadas de preços.
Os custos mais altos de frete e energia já pressionam algumas commodities, como trigo e milho, e fortalecem produtos ligados ao mercado de biocombustíveis, como o óleo de soja.
Os preços futuros do trigo finalizaram a sessão com queda de 2,19%, cotados a US$ 6,0325 por bushel. A Datagro informou que os preços foram pressionados por um movimento de realização de lucros, considerando a valorização dos contratos das commodities agrícolas nos últimos dias. Além disso, a melhora das condições climáticas também exerceu pressão sobre os vencimentos do trigo.
Os preços do milho encerraram a sessão com desvalorização de 1,47%, com o vencimento futuro para entrega em maio cotado a US$ 4,5375 por bushel. A Agrinvest observou que os contratos haviam renovado máximas de vários meses devido à disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. A retração do petróleo reduziu parte do suporte aos grãos. “O mercado passa por uma correção técnica após a euforia inicial. Além disso, foi registrado um bom volume de vendas de grãos nesta segunda-feira por parte dos produtores americanos, principalmente para soja e milho”, informou a Agrinvest.
A cotação da soja fechou em queda, com os preços futuros finalizando o dia com baixa de 0,37%, cotados a US$ 11,9625 por bushel. O mercado aguarda a divulgação do tradicional relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será publicado nesta terça-feira (10). A expectativa é de redução dos estoques finais de soja nos Estados Unidos em 6 bilhões de bushels, para 344 milhões de bushels.


