Greve de rodoviários em São Luís causa transtornos no transporte público

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A greve dos rodoviários em São Luís, iniciada na sexta-feira (13), resultou na paralisação total dos ônibus urbanos, causando dificuldades para milhares de usuários do transporte público. A situação se agravou desde o início da manhã, deixando os passageiros sem opções de deslocamento.

Os usuários que dependem do transporte para trabalhar, ir ao hospital ou cumprir compromissos enfrentam desafios significativos. Sem os ônibus urbanos, muitos estão recorrendo a ônibus interurbanos, o que aumenta consideravelmente o tempo de deslocamento. Dona Maria José, vendedora, relatou:

“”Para garantir minha sobrevivência, eu tive que trabalhar fora do terminal”.”

A greve foi motivada pelo descumprimento do acordo de reajuste salarial feito no início do ano. Em 30 de janeiro, os ônibus pararam devido à falta de acordo entre rodoviários e empresários sobre o aumento salarial, que durou oito dias até que a Justiça determinou um reajuste de 5,5%. Atualmente, os rodoviários ainda recebem o salário antigo de R$ 2.715,50, sem o acréscimo de R$ 151,52.

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Embora o pagamento não esteja atrasado, os rodoviários não receberam o valor conforme a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A greve só terminará com o pagamento do aumento salarial, segundo os rodoviários. Cerca de 3.000 rodoviários atuam no sistema urbano, e a greve afeta o serviço desde o primeiro dia.

Os passageiros estão enfrentando dificuldades para pegar ônibus, e aqueles que buscam alternativas de transporte têm que arcar com custos extras. Um usuário comentou:

“”Quem já trabalha com dificuldades agora precisa lidar com custos extras para se deslocar”.”

Outros relataram que conseguir transporte foi uma luta, com muitos tendo que pagar por serviços como Uber, que se tornaram caros e difíceis de encontrar.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) está conduzindo um inquérito civil para investigar falhas na prestação do serviço de transporte coletivo, incluindo paralisações recorrentes e problemas estruturais. A investigação abrange o Município de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) e outras entidades.

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A Prefeitura de São Luís informou que vem cumprindo suas obrigações financeiras com o sistema de transporte e liberou vouchers em um aplicativo para ajudar os usuários durante a greve. A SMTT esclareceu que a paralisação é resultado do não cumprimento, por parte das empresas, da decisão da Justiça do Trabalho sobre o reajuste salarial.

O SET, por sua vez, afirmou que o subsídio pago pela Prefeitura ainda é o mesmo de janeiro de 2024, apesar dos aumentos salariais e dos custos do serviço. O sindicato também destacou que as greves são consequência do descumprimento do contrato por parte do Município.

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