Pelo menos 150 soldados americanos ficaram feridos até agora na guerra com o Irã, segundo informações de duas pessoas familiarizadas com o assunto, divulgadas nesta terça-feira, 10 de março de 2026. O número é significativamente maior do que os 8 militares americanos gravemente feridos, conforme divulgado publicamente pelo Pentágono, que não se pronunciou imediatamente sobre a nova informação.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que esta terça-feira será o dia mais intenso de ataques contra o Irã até o momento. Durante uma coletiva, Hegseth comentou que o presidente Donald Trump anunciou no dia anterior que a guerra está perto do fim e que a decisão sobre o término da ofensiva cabe a ele. O objetivo declarado é destruir toda a infraestrutura de Defesa de Teerã.
Hegseth declarou: “O Irã está desesperado e em apuros. Está sozinho e perdendo feio, cometeu um grande erro ao atacar seus vizinhos. Hoje será o dia de ataques mais intenso e o Irã disparou o menor número de mísseis nas últimas 24 horas”.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, também participou da coletiva e revelou que os EUA realizaram ataques contra mais de 5 mil alvos, incluindo mais de 50 navios de guerra, nos primeiros 10 dias de conflito. Ele afirmou que o foco atual são “navios lançadores de minas e instalações de armazenamento”.
Em resposta a declarações do Irã, que afirmou não se render e que apenas Teerã determinará o fim da guerra, Caine comentou: “Acho que eles estão lutando, e respeito isso, mas não acho que sejam mais formidáveis do que pensávamos”.
O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, ameaçou Trump, afirmando não temer suas “ameaças vazias” e alertando-o para não ser eliminado. Larijani disse: “Cuidado para não ser eliminado! O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias”.
A ameaça de Trump, feita em um post na rede Truth Social, indicou que ele atacaria o Irã com uma ofensiva “20 vezes mais forte” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz, o que poderia afetar o preço e abastecimento de petróleo no mundo.
A fala de Larijani reflete a disposição do Irã em continuar o conflito com os Estados Unidos e Israel, que já entrou no 11º dia. Apesar das ameaças, Trump afirmou que a guerra está “quase concluída”. A Guarda Revolucionária iraniana declarou que o conflito só terminará quando o Irã decidir.
O governo de Israel também manifestou sua intenção de continuar no conflito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou: “Ainda não terminamos” e destacou que a aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania.


