A guerra no Oriente Médio levou a Agência Internacional de Energia a anunciar a maior liberação de reservas de petróleo da história. Nesta quarta-feira (11), a agência decidiu disponibilizar 400 milhões de barris das reservas de emergência, o equivalente a cerca de 20 dias de fluxo no Estreito de Ormuz, para conter a alta dos preços.
O Estreito de Ormuz, uma passagem de até 33 km de largura, é crucial para o transporte de 20% de todo o petróleo produzido no mundo. Na mesma data, três navios cargueiros foram atacados na região. Um navio da Tailândia pegou fogo, resultando em três tripulantes desaparecidos. O Irã assumiu a responsabilidade pelo ataque, alegando que o navio ignorou avisos, mas não comentou sobre os danos a um cargueiro japonês e a outro das Ilhas Marshall.
Desde o início da guerra, pelo menos 13 embarcações foram atingidas no Estreito de Ormuz. O Irã havia declarado que incendiaria qualquer navio que tentasse passar pela região, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e Israel. Além disso, drones atacaram tanques de combustível no porto de Omã, levando a uma forte reação do sultão em um telefonema ao presidente iraniano.
Os ataques ocorreram um dia após os Estados Unidos anunciarem bombardeios a 16 barcos iranianos lançadores de minas. O presidente Donald Trump afirmou que foram 28. A situação no estreito gerou uma redução significativa no tráfego de navios de petróleo, gás e mercadorias, resultando na diminuição da produção de petróleo por países do Golfo, que não conseguem escoar a mercadoria. Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto deixaram de ser produzidos diariamente.
O porta-voz das forças armadas do Irã fez uma ameaça, afirmando: “Preparem-se para o barril de petróleo a US$ 200. O preço depende do nível de segurança na região e a fonte dessa insegurança são vocês”, referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.
O diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, comentou que o mercado está “enfrentando desafios em uma escala sem precedentes”, mas não forneceu detalhes sobre o ritmo de chegada das reservas ao mercado. O preço do barril de petróleo tem flutuado com as notícias da guerra, chegando perto de US$ 120 no início da semana, e apresentando a maior queda diária em quatro anos após Trump indicar que a guerra no Oriente Médio poderia estar próxima do fim. Nesta quarta-feira (11), às 17h, o preço do barril do tipo Brent subia 5,5%, sendo vendido a mais de US$ 92.


