A superquarta, que alinha as decisões de política monetária dos EUA e do Brasil, é crucial para o mercado financeiro. No entanto, a atual situação da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã gera um choque inflacionário significativo, alterando as expectativas do mercado sobre a trajetória de juros.
No caso do Federal Reserve (Fed), a manutenção da taxa de juros em 3,5% é a decisão esperada. Contudo, a incerteza sobre os próximos passos é evidente, especialmente após divergências entre os dirigentes do Fed na reunião de janeiro, onde alguns indicaram a possibilidade de aumentos de juros devido a um repique de preços.
No Brasil, os investidores inicialmente esperavam um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, atualmente em 15%. Entretanto, as apostas mudaram para uma redução de 0,25 p.p. ou até mesmo a manutenção da taxa, provocando desarranjos no mercado de juros dos títulos públicos.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) será anunciada após o fechamento do mercado. Um dos principais desafios da crise atual é que a inflação, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, representa um choque de oferta. O aumento da taxa de juros, embora utilizado como remédio, pode resultar em desaceleração econômica mais acentuada.
Apesar das incertezas, investidores adotam uma postura mais cautelosa. Os futuros das bolsas americanas iniciam a quarta-feira em alta, assim como o EWZ, fundo que representa ações brasileiras em Nova York. O preço do petróleo apresenta leve queda, sendo negociado na faixa de US$ 103.
A agenda do dia inclui a publicação do PPI de fevereiro nos EUA às 9h30, anúncio dos estoques de petróleo às 11h30, divulgação do fluxo cambial semanal pelo Banco Central às 14h30, e a decisão sobre os juros pelo Fed às 15h, seguida de uma entrevista com Jerome Powell. O Copom anunciará sua decisão sobre os juros às 18h30.
Após o fechamento do mercado, serão divulgados os balanços de MBRF, Minerva, PetroReconcavo, Positivo, Vivara, Aeris Energy e CVC, além de Micron nos EUA.

