Haitiana retida em Viracopos é atendida pelo Samu após passar mal

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Uma haitiana retida no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, passou mal e foi atendida pelo Samu na tarde de sexta-feira, 13 de março de 2026. A informação foi confirmada por uma advogada que apoia um grupo de 118 imigrantes haitianos retidos no local.

A haitiana apresentou problemas respiratórios e foi levada ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Os imigrantes estavam dentro de uma aeronave por dez horas na quinta-feira, 12, e foram transferidos para uma sala restrita às 19h do mesmo dia, onde permanecem até o momento.

Até a publicação desta reportagem, 97 haitianos continuavam na sala. Eles passaram a noite em cadeiras e colchões enquanto aguardam o início do processo de admissão no Brasil. A Polícia Federal investiga a companhia aérea por contrabando de migrantes, após a constatação de que 113 haitianos apresentaram vistos de reunião familiar falsos.

A Justiça Federal de Campinas determinou que o delegado da Polícia Federal responsável pelo controle migratório em Viracopos seja ouvido sobre a retenção dos haitianos. A juíza Jamille Ferraretto também autorizou que advogados tenham livre acesso aos imigrantes retidos.

Na manhã de sexta-feira, duas crianças haitianas com vistos regulares foram liberadas após mais de 24 horas retidas. Elas são enteadas e cunhada de Louis Yinder, um haitiano que reside em Santa Catarina. A Polícia Federal informou que nenhuma outra solicitação de refúgio foi feita até o momento, e 116 imigrantes permanecem na sala restrita.

A Aviación Tecnológica S.A. (Aviatsa), responsável pelo voo, declarou que os passageiros buscavam solicitar refúgio ou proteção migratória no Brasil. A companhia expressou preocupação com a situação dos imigrantes, que estavam sem acesso adequado a água e alimentação dentro da aeronave.

O Haiti enfrenta uma grave crise humanitária, marcada por violência de gangues e instabilidade política. A ONU classifica a situação como uma das mais severas do mundo, com escassez de alimentos e medicamentos.

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