No último sábado (14), foi celebrado o Dia dos Animais, uma data que promove a reflexão sobre a saúde e o bem-estar dos animais de estimação. Doenças crônicas podem impactar a qualidade de vida dos pets e de seus tutores. Para discutir esses desafios, o portal conversou com o Dr. Eduardo Gonçalves, veterinário da clínica São Francisco, em Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
A reportagem apresenta as histórias de Zeca, um gatinho Frajola diagnosticado com FELV (Leucemia Felina), e de Magia, uma Pinscher com epilepsia e arritmia cardíaca. As tutoras, Mary e Rosilene, compartilharam as dificuldades enfrentadas e a realidade dessas condições.
“”A FELV compromete o sistema imunológico e pode causar tumores e anemias severas”, explica o Dr. Eduardo Gonçalves.”
Mary Macedo, de 37 anos, de Divinópolis, conta sobre Zeca, que foi resgatado de um cano em Nova Serrana. “Ele é muito charmoso e conquistou minha irmã em poucas horas. Eu já tinha o Apolo e sentia que ele estava sozinho. Quando minha irmã me enviou uma foto do Zeca, soube que ele era para ser meu”, relata Mary.
Após a adoção, Mary descobriu que Zeca tinha FELV ao realizar um teste de medula antes da castração. “Como a doença é transmissível, precisei tomar cuidado com Apolo, que não tinha a doença”, explica. Apesar da preocupação, Mary não pensou em devolver Zeca. “Jamais teria coragem de fazer isso”, afirma.
O veterinário orientou Mary a manter Zeca feliz, já que o estresse poderia diminuir sua imunidade. “A felicidade dele é fundamental, então passei a mimá-lo ainda mais. Ele adora brincar e explorar a casa”, diz Mary. Ela investe cerca de R$ 250 mensais em cuidados e remédios para Zeca e Apolo.
Em relação a Magia, a Pinscher de quase 11 anos, Rosilene Mota relata que a cadela foi diagnosticada com epilepsia há cerca de seis anos. “Ela começou a ter episódios de tremores e rigidez”, conta Rosilene. Após um diagnóstico inicial de ansiedade, ela procurou o Dr. Eduardo, que confirmou a epilepsia e recomendou o uso de Gardenal.
Três anos atrás, Magia apresentou sintomas respiratórios que levaram ao diagnóstico de arritmia cardíaca. “Foi um choque. Agora, além da epilepsia, ela também precisaria de tratamento para o coração”, diz Rosilene. Ela investe cerca de R$ 300 mensais em medicações e consultas, afirmando que a saúde de Magia é prioridade.
“”Magia é parte da família, e faremos tudo por ela”, conclui Rosilene.”
Apesar dos desafios, Magia vive bem, com disposição para passeios e brincadeiras, mostrando alegria em seu cotidiano.


