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Justiça

Homem é condenado por divulgar nudes da ex-esposa em Minas Gerais

Amanda Rocha
Última atualização: 19 de março de 2026 05:04
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Um homem foi condenado por divulgar imagens íntimas da ex-esposa sem o consentimento dela. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e divulgada nesta semana. O crime ocorreu na Zona da Mata, mas a cidade não foi informada devido ao segredo de Justiça que envolve o processo.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, em fevereiro de 2023, o réu publicou fotos da mulher nua e mensagens ofensivas no status de uma rede social, como forma de ‘vingança’ pelo fim do relacionamento. Além disso, ele ameaçou tomar a guarda da filha do casal.

A irmã da vítima viu as imagens e as mensagens e alertou a mulher sobre a publicação. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Militar, apresentando capturas de tela como prova do crime. Após ser condenado em primeira instância, o réu recorreu e pediu a anulação do processo, alegando que os prints não seriam provas válidas por não seguirem regras de preservação digital, configurando quebra da cadeia de custódia.

A defesa também argumentou que não houve crime, já que apenas a irmã da vítima teria visto o conteúdo. O relator do caso, juiz convocado Haroldo Toscano, rejeitou os argumentos da defesa. Ele afirmou que o réu não comprovou que as imagens foram adulteradas e que a condenação se baseou não apenas nos registros, mas também nos depoimentos da vítima e da testemunha.

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O magistrado destacou que não importa quantas pessoas tiveram acesso ao conteúdo. “O simples ato de expor, sem consentimento, conteúdo íntimo de natureza sexual é suficiente para configurar o crime, sobretudo quando motivado por retaliação emocional”, afirmou Toscano. Ele também ressaltou que, em casos de violência doméstica, a palavra da vítima tem especial relevância quando está em harmonia com outras provas.

A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de reclusão, mas foi substituída pelo pagamento de dois salários mínimos e prestação de serviços à comunidade. Os desembargadores Beatriz Pinheiro Caires e Franklin Higino acompanharam o voto do relator. O processo continua em segredo de Justiça, e outras informações não foram divulgadas.

TAGGED:Beatriz Pinheiro CairesFranklin HiginoHaroldo ToscanoJustiçaMinas GeraisMinistério Público de Minas GeraisTribunal de Justiça de Minas Geraisviolência doméstica
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