O gaúcho Altamiro Rocha dos Santos é identificado pela Polícia Civil como o autor do feminicídio da médica aposentada francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, em João Pessoa, Paraíba. O corpo de Chantal foi encontrado carbonizado na quarta-feira (11), dentro de uma mala deixada em uma rua do bairro de Manaíra.
Segundo a polícia, Altamiro era namorado da vítima e foi encontrado morto no dia 12 de março, um dia após o corpo de Chantal ser localizado. Ele apresentava sinais de violência, incluindo mãos amarradas e uma lesão profunda no pescoço. A principal linha de investigação sugere que sua morte pode estar relacionada a uma facção criminosa, que teria reagido à repercussão do crime.
De acordo com a investigação, o relacionamento entre Altamiro e Chantal começou durante a pandemia, quando a médica a abrigou após conhecê-lo na orla da capital paraibana. Chantal sustentava Altamiro financeiramente, recebendo uma aposentadoria do exterior, estimada em R$ 40 mil.
A polícia informou que Chantal queria terminar o relacionamento devido ao uso de drogas por Altamiro, o que pode ter motivado o crime. O corpo da médica está no Instituto de Polícia Científica da Paraíba, onde aguarda exames adicionais e a chegada de seus familiares.
O consulado da França no Brasil foi acionado para ajudar a localizar a família de Chantal. O delegado Thiago Cavalcanti confirmou que o consulado orientou que os familiares providenciem um advogado para formalizar o traslado do corpo para a França.
A Polícia Civil também identificou o homem que ateou fogo na mala com o corpo de Chantal, mas ele ainda não foi localizado. Ele teria recebido uma porção de droga para realizar o ato a pedido de Altamiro, mas não deve ser responsabilizado criminalmente.
Imagens de câmeras de segurança mostram Altamiro descendo com a mala que continha o corpo de Chantal. A dinâmica do crime ainda está sendo investigada, e a polícia confirmou a presença de sangue no apartamento onde a médica morava.


