Um homem de 58 anos foi preso em flagrante por maus-tratos a 17 cães na tarde de segunda-feira (16), em Araçatuba. A ação foi realizada por policiais civis e agentes do Centro de Zoonoses, que localizaram os animais em um terreno sujo e sem comida.
Os cães estavam presos em condições precárias, sem alimento, e um deles morreu enquanto era resgatado e levado para atendimento veterinário. A denúncia que levou à fiscalização foi feita à Polícia Civil, informando sobre a situação dos animais em um terreno localizado na rua Vereador Aldo Campos, no bairro Paraíso.
Os investigadores, acompanhados por uma médica veterinária e representantes do Centro de Controle de Zoonoses de Araçatuba e do Conselho Municipal de Defesa dos Animais, encontraram os 17 cães em situação de maus-tratos. Alguns animais apresentavam sinais de doenças, como leishmaniose, e o local tinha higiene precária.
Além disso, havia arames eletrificados ao redor das grades onde os cães estavam, e não foi encontrado alimento disponível para os animais. Os agentes localizaram uma geladeira com carne apodrecida, que o proprietário alegou que seria destinada à alimentação dos cães, mas que havia se deteriorado devido à sua incapacidade de ir até o local.
O homem afirmou que cria os cães porque gosta deles e que fornece ração diariamente. Ele justificou a sujeira no terreno dizendo que havia passado por uma cirurgia e não conseguia realizar a limpeza. Após a constatação das condições encontradas, os policiais deram voz de prisão ao proprietário e o conduziram ao Plantão Policial.
Os cães foram retirados do local e levados para um abrigo de uma organização não governamental. Durante o transporte, um dos cães, da raça dogo argentino, passou mal e morreu enquanto era levado a uma clínica veterinária.
O caso foi registrado como maus-tratos a animais com resultado morte, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que prevê pena de até cinco anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos de falecimento do animal. Outras penalidades incluem multa e proibição da guarda de animais. O suspeito permanece preso, sem direito à fiança, à disposição da Justiça.


