Marcos Pereira Soares foi preso por torturar e matar a própria irmã, de 17 anos, em Cuiabá, após ser solto do presídio de Várzea Grande. A delegada Jéssica Assis, da Polícia Civil, informou que ele possui uma ficha criminal como ‘criminoso sexual em série’. A prisão preventiva foi decretada devido ao risco que ele representa à sociedade.
A delegada afirmou que o suspeito ‘é um perigo para mulheres, para meninas e para crianças’. O corpo da vítima foi encontrado submerso em um córrego nos fundos da casa do suspeito. A Polícia Civil investiga como ele atraiu a irmã, que saiu de casa voluntariamente após o irmão alegar que precisava conversar sobre a mãe deles.
Marcos possui 15 registros de ocorrências policiais entre 2013 e 2025, incluindo roubo, tráfico de drogas e ameaça. Ele foi condenado a 17 anos de prisão em 2023 por homicídio, furto e ocultação de cadáver, mas deixou a prisão na semana anterior ao crime devido a um erro no cadastro de processos judiciais.
O corpo da vítima foi encontrado amarrado a uma pedra, indicando uma tentativa de ocultação. Durante o interrogatório, Marcos negou o crime, afirmando que apenas conversou com a irmã. Ele tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia, mas foi impedido por um investigador.
A principal hipótese da investigação é de feminicídio motivado por ódio ao gênero. O corpo da vítima apresentava sinais severos de violência e crueldade, possivelmente anteriores ao feminicídio. As roupas da vítima foram encontradas na casa do suspeito, mas ele afirmou não reconhecê-las.
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso investiga as circunstâncias da soltura de Marcos, identificando uma possível falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. A Polícia Civil também investiga se houve outros casos de violência contra mulheres envolvendo o suspeito.
Além disso, um vídeo divulgado por uma empresária mostra o suspeito tentando entrar em seu salão de beleza um dia antes do crime. A polícia analisa as imagens como parte das investigações, que ainda buscam esclarecer a causa da morte da vítima, que pode ter sido asfixia, afogamento ou queimaduras.


