São Paulo lidera o ranking de comprometimento da renda, onde 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. O relatório de fevereiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que as horas de trabalho necessárias para adquirir alimentos variam entre as capitais do país.
Em São Paulo, os trabalhadores precisam dedicar 115 horas e 45 minutos por mês para comprar a cesta básica. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 112 horas e 14 minutos, seguido por Florianópolis, onde são necessárias 108 horas e 14 minutos. Por outro lado, Aracaju apresenta a menor carga de trabalho, com 76 horas e 23 minutos para a mesma compra.
O relatório também indica que, em média, um trabalhador que recebe salário mínimo compromete 46,13% do rendimento líquido para adquirir a cesta básica nas 27 capitais analisadas. Este cálculo considera o salário já descontado em 7,5% para a Previdência Social.
Além disso, São Paulo se destaca novamente, sendo a capital onde a maior porcentagem do salário mínimo é destinada à cesta básica, com 56,88%. Em contraste, Aracaju aparece no final da lista, com 37,54% do salário comprometido.
O estudo também estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, cerca de quatro vezes maior que o piso atual de R$ 1.621, com base no custo da cesta básica mais cara do país, que foi a de São Paulo em fevereiro.


