O Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, iniciou neste mês a implantação do modelo Fast Track no pronto-socorro. A estratégia visa reorganizar o fluxo de atendimento, separando casos de menor gravidade daqueles que necessitam de atendimento urgente.
Segundo o chefe do Pronto-Socorro Adulto, Dr. Gustavo Nacif, a mudança busca reduzir o tempo de espera e melhorar a organização interna. “O Fast Track foi implantado para organizar melhor o fluxo do pronto-socorro, reduzir o tempo de espera dos casos menos graves e liberar a estrutura interna para os pacientes realmente urgentes”, explica.
Antes da mudança, todos os pacientes seguiam o mesmo caminho, independentemente da gravidade. Isso gerava superlotação e insatisfação. “Percebíamos uma grande mistura de perfis. Pacientes classificados como verdes e azuis ocupavam o mesmo espaço que os pacientes amarelos e laranjas”, afirma Nacif.
Com o novo modelo, o hospital criou áreas específicas para cada etapa da jornada do paciente, incluindo salas de espera separadas para recepção, classificação de risco e atendimento médico. Também foi criado um fluxo exclusivo para pacientes de menor complexidade. “O Fast Track cria um caminho rápido, seguro e resolutivo para os casos mais simples”, destaca o médico.
O novo fluxo atende principalmente pacientes classificados como verde e azul, que geralmente têm queixas mais objetivas. Esses pacientes passam por uma avaliação médica e podem ser encaminhados para acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde. Pacientes idosos, mesmo classificados como verdes ou azuis, continuam sendo atendidos nos consultórios internos.
Para implementar o modelo, o hospital reorganizou espaços físicos e redistribuiu as equipes médicas e de enfermagem, sem necessidade de novas contratações. “Fizemos uma reorganização dos profissionais já existentes”, afirma Nacif.
Os primeiros resultados já são visíveis, com redução do tempo para definição do desfecho clínico dos pacientes mais graves. “Hoje conseguimos chegar a uma decisão — seja alta, internação ou encaminhamento — de forma muito mais rápida e organizada”, afirma o chefe do pronto-socorro.
Além disso, a mudança diminuiu a “medicalização” de casos leves e melhorou a experiência dos acompanhantes, que agora são direcionados para a recepção central do hospital. A reorganização também trouxe benefícios para a equipe, com redução do estresse e da sobrecarga, resultando em profissionais mais tranquilos e felizes no trabalho.
A expectativa é que, com a consolidação do modelo, os resultados se tornem ainda mais evidentes, garantindo agilidade, segurança e qualidade no atendimento à população.


