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Saúde

Hospital Regional do Baixo Amazonas realiza primeira captação de órgãos de 2026 em Santarém

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 14:01
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, no oeste do Pará, realizou na terça-feira (10) a captação de quatro órgãos: dois rins e duas córneas. Esta foi a primeira captação registrada pelo hospital em 2026.

A doação foi autorizada pela família de um jovem de 21 anos, natural de Alenquer, após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Após a autorização, a equipe do hospital realizou o procedimento e encaminhou os órgãos para a Central Estadual de Transplantes do Pará (CET-PA), que é responsável pela distribuição para pacientes que aguardam transplante.

O chefe da equipe de Cirurgia Geral e vice-diretor clínico do hospital, Alberto Mariano Gusmão Tolentino, destacou a importância da doação. Ele afirmou:

““Ficamos muito felizes em fazer essa primeira captação do ano na nossa cidade. Pretendemos que sejam muitas outras, para retirar cada vez mais pacientes das máquinas de hemodiálise. Captamos dois rins e duas córneas, ajudando duas pessoas a saírem da máquina.””

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Desde 2012, o hospital já registrou a captação de 201 órgãos, sendo 105 rins, 79 córneas, 13 fígados e quatro corações, totalizando 56 procedimentos. A unidade conta com a atuação da Organização de Procura de Órgãos Tapajós (OPO Tapajós), que é composta atualmente por um médico, dois enfermeiros e um assistente administrativo. Essa equipe trabalha na identificação de potenciais doadores, no apoio ao diagnóstico de morte encefálica e no acolhimento das famílias durante o processo de autorização da doação.

Para que a captação seja realizada, é necessário seguir um protocolo médico rigoroso que confirma a morte encefálica, caracterizada pela parada irreversível das funções cerebrais. No Brasil, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora, a retirada de órgãos só ocorre após autorização da família.

Além das captações, o hospital promove ações de conscientização para incentivar a doação de órgãos e informar a população sobre a importância desse gesto. O enfermeiro da OPO Tapajós, Fábio dos Santos, ressaltou que a decisão das famílias é fundamental para salvar outras vidas:

““Antes de alguém deixar de fazer hemodiálise porque recebeu um órgão, existe a decisão da família de doar, mesmo em um momento de dor.””

O hospital também é referência na realização de transplantes renais, tendo realizado 138 procedimentos desde 2016. Desse total, 54 foram de doadores vivos, geralmente parentes dos pacientes, e 84 de doadores falecidos. Segundo o diretor-geral da unidade, Matheus Coutinho, o hospital possui estrutura e equipe especializada para realizar tanto as captações quanto os transplantes:

““Temos uma equipe médica preparada para esses procedimentos de alta complexidade e contamos com a OPO para identificar doadores e orientar as famílias sobre todo o processo.””

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